Como a IA está transformando o marketing e o papel dos profissionais

O avanço da inteligência artificial (IA) tem provocado uma revolução não apenas na tecnologia, mas também na maneira como os profissionais de marketing e comunicação atuam. Durante o CMO Summit 2025, evento realizado em São Paulo, essa transformação foi abordada em profundidade, destacando a importância das novas competências que os profissionais devem desenvolver. A frase de Bob Wollheim, vice-presidente da CI&T, sintetiza o espírito da discussão: estamos diante de uma disrupção real que demanda adaptação imediata.

Com a presença de mais de 3 mil especialistas, o evento apresentou um painel intitulado “Agentes de IA: pilotos ou copilotos do marketing?”, que teve como protagonistas Bob Wollheim, Gabriel Vallejo da Oracle, e Diego Freire fundados da Huggy. Os três especialistas exploraram como as ferramentas de IA estão não apenas auxiliando, mas assumindo papéis centrais na formulação de estratégias de marketing, exigindo uma nova mentalidade dos profissionais da área.

O impacto dos agentes de IA no marketing

Os agentes de inteligência artificial têm se mostrado como uma força disruptiva, remodelando as metodologias tradicionais do marketing. Wollheim enfatiza que esses agentes conseguem atuar de forma autônoma, planejando e executando ações com uma mínima necessidade de supervisão humana. Este fenômeno muda o papel do profissional de marketing, que deve estar preparado para atuar como um facilitador neste novo cenário.

A presença proativa da IA abre portas para que os profissionais reconsiderem suas abordagens estratégicas, levando a ações mais rápidas e eficientes. Gabriel Vallejo declara que essa superinteligência vai além da mera execução de tarefas, representando um desafio que envolve ética, responsabilidade e a necessidade de manter o “humano no circuito”.

Desaprender e se adaptar à nova realidade

Com o surgimento dessa nova era digital, a necessidade de desaprender práticas obsoletas torna-se evidente. Os participantes do painel alertaram que profissionais que ainda se apegarão aos modelos tradicionais podem enfrentar grande dificuldade em se adaptar. Tanto Wollheim quanto Vallejo destacam que a nova realidade exige transformação na forma como os profissionais se relacionam com as ferramentas de IA e com o mercado.

Na visão de Wollheim, estamos testemunhando uma mudança que se assemelha a um tsunami, impactando profundamente a estrutura econômica e as abordagens de marketing. Para ele, é essencial que os profissionais aceitem esta mudança e trabalhem para orquestrar uma colaboração eficiente entre humanos e agentes de IA.

A ética e as responsabilidades do marketing automatizado

À medida que a IA se torna uma parte integrante do processo de marketing, a questão da ética ganha destaque. Como os dados são utilizados e geridos se tornam temas críticos que os profissionais devem discutir abertamente. Vallejo menciona que, para assegurar que a IA opere de maneira responsável, é fundamental cultivar um ambiente de liderança empática e consciente, visando criar conexões genuínas com os consumidores.

Wollheim levanta uma provocação ao questionar o quanto dos nossos esforços no marketing realmente se concentra em promover conexões humanas significativas. Para ele, a verdadeira essência do marketing deve estar na empatia e na compreensão do consumidor, muitos dos quais podem ser perdidos se confiarmos apenas em soluções automatizadas.

O futuro do marketing com a IA

A convivência entre humanos e máquinas não é apenas uma questão de adoção de novas tecnologias, mas também de entender o papel que cada um desempenha no ecossistema de marketing. Durante o debate, os especialistas concluíram que as habilidades emocionais, a educação e a capacidade de adaptação são fatores imprescindíveis para aqueles que desejam prosperar nesse novo ambiente.

Diego Freire, da Huggy, reforçou que a democratização da tecnologia por meio da IA proporciona a qualquer um a oportunidade de iniciar no setor, mas enfatizou que a chave para o sucesso será o aprendizado contínuo e a experimentação. A ideia é que o profissional de marketing não apenas se adapte, mas se posicione como alguém que utiliza a técnica para potencializar as interações humanas.

A era da inteligência artificial já começou, e com ela, um novo entendimento do que significa ser um profissional de marketing. O desafio está lançado: saber equilibrar inovação e humanidade. Como você vê a influência da IA no futuro da comunicação e do marketing? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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